Estrada Real – Season finale

2 ago

Segue o teaser do video da viagem, editado e produzido pelo meu amigo Dyn.

Coloquei umas fotos para ilustrar um poema que li numa placa durante o caminho. Inicialmente era para ser somente o album do Orkut(kkk), mas como estou preguiça de fazer conteúdo inédito para o blog, vai ser esse mesmo.


Pelos caminhos destas montanhas, poderás encontrar a ti;


e então descobrirás onde nascem e dormem o sol e a lua.


Poderás ouvir o ruído das matas, águas, dos bichos, passáros e ventos;


e então sentirás o cheiro da chuva.


Poderás deixar teu olhar vagar pela imensidão dos horizontes;


ver onde moram teus sonhos;


e então acreditará neles.


Pelas poeiras dos caminhos poderás deixar tuas ruínas;


enfrentar teus karmas;


e então poderás encontrar as paz!

(tsc tsc tsc… que bichisse)

Para aqueles que quiserem entrar em contato, seja para pedir informações a respeito da viagem ou contratar para show de uma única mágica, é só deixar um comentário com o email que eu respondo.

Facebook
http://www.facebook.com/profile.php?id=100000414073033

Orkut
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=ls&uid=7377822616207022031

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http://twitter.com/kenjiishikawa

Fim da primeira temporada.

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Alguns números

2 ago

Distância total percorrida: 1082,2 Km
Tempo: 16 dias
Velocidade média: 67,66 Km/dia
Peso consumido: 4 kg.
Acidentes: 0
Número de furos de pneu: 0
Número de peças danificadas: 1 (suporte do alforge)
Custo médio diário(hospedagem e comida):R$50,00

Experimento realizado: Determinação do número aproximado de vezes que pedi informação a respeito do caminho durante todo o percurso.

Método utilizado.
1- Foi feito uma contagem durante o primeiro dia de pedal, no trecho de Diamantina – Serro. n = 33 vezes.

2- Mediu-se a distância entre as cidades.
d = 67,9 Km

3- Calculou-se a taxa média de pedidos de informação em relação a distância percorrida.
Tx = n/d
Tx = Taxa média
n = Número de informações pedidas durante do dia
d = distância percorrida
Tx=0,486

4- Multiplicou-se pela distância total percorrida.
N=Tx * D
N=número total de perguntas.
D=Distância total do percurso

N = 525,85 vezes

Cotação atual do blog

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Dia 17 – Paraty – RJ

2 ago

Acordei tarde. Meu barco sairia as 11:00.

O mar só é fedido e barrento perto do centro histórico. Afastando um pouquinho de lá o mar tem uma cor bem bonita! É verde embalagem de Ruffles cebola e salsa(é uma pena que não apareceu na foto!).


Obs: O nosso barco é o único com escorregador!

O guia do barco gritou:
_Golfinhos a bombordo! R$2,00 para tirar foto!

Passamos bem rápido pela Baía de Jurumirim. Ela é famosa por ser citada nos livros do Amyr Klink como um dos melhores lugares do mundo.

De noite eu fui num churrasco de um hostel. Na volta começou a chover muito! E finalmente vi as ruas do centro histórico cheia de água. O problema que molhou todo meu tênis!


Era assim que eu imaginava que fosse!

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Dia 16 – Guaratingueta ==> Paraty

26 jul

Acordei as 5:50. Foi o dia que que acordei mais cedo, afinal, tinha 100km e 2000m de ascensão!

O trecho até Cunha foi todo feito em asfalto. Uma coisa que me encantou lá, foi a quantidade absurda de Fuscas que tem na cidade. Adoro Fuscas! kkk

Segui para Paraty. Foi uma subida gigante! Cerca de 23km praticaente só de subidas! Deu pra queimar um pouco as pernas! Quase no final da subida, tem uma cachoeira bem bacana na beira da estrada!

A parte mais divertida veio depois. Cerca de 10km de descida na terra! Aconcelho a todos. A descida não tem um nivel técnico muio alto mas tem um monte de valetas e pedronas pelo caminho. É bem divertido! Tão divertido que acabei quebrando a travinha da mala de um dos lados! kkkkk Foi a primeira quebra de equipamento em toda viagem. Acho que ela não estaria completa sem um problema desse tipo. kkk

Note a mala em cima do bagageiro! kkkk

Depois dessa descida, Paraty! Confesso que fiquei meio frustrado com a cidade. Imagina uma vilazinha de pescadores, onde a água do mar invade as ruas do centro, formando um espelho e refletindo o luar. Pelo menos foi assim que o Amyr Klink descreveu local. Aparentemente é só uma praia cheia de casas velhas e infestado de gringos que se aventuram na “América Selvagem” =/

A coisa mais legal que eu vi aqui em Paraty foi esse Fusca com orelhas!

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Dia 15 – Passa Quatro ==> Guaratingueta

26 jul

Acordei as 8:00. O café da amanha é servido um pouco mais tarde no hotel fazenda. Seguindo o exemplo da janta. Foi o melhor café da manha da viagem até agora!

Antes da divisa MG – SP conheci o Bruno. Um borracheiro que morou em Suzano e estudou com uma tia minha! Achei incrivel!

A divisa dos estados é chamado de Garganta o Embaú. Dá pra ver a pqp daqui! Na Revolução Constitucionalista de 1932, esse povo era estratégico, já que se podia ver a movimentação do exército inimigo a distância.

Chegando a Cachoeira Paulista, conheci dois ciclistas(as bikes deles eram muito top, do preço de uma moto de 250 cc mais ou menos). Eles trabalhavam com previsão do tempo no Impe. Tentaram me explicar como que era feito. É um esquema doido de martrizes imensas com cálculos absurdos(o que significa que tem muito número na jogada!) e que precisa de super computadores para processar. Disseram também que eles acabaram de adquirir o 20º melhor super computador do mundo(processamento) e o 1º se tratando de super computador para previsão do tempo. Que sabe agora eles conseguem acertar a previsão!

Uma novidade. Não me perdi nenhuma vez hoje! =D

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Dia 14 – Caxambu ==> Passa Quatro

26 jul

Acordei as 6:30 Estava exausto. O dono da pousada ficou até tarde discutindo sobre a cor da ardósia a ser usada na reforma até 1:30 da matina na porta do meu quarto! Pela manha reclamou que eu estava fazendo muito barulho ao colocar as bolsas na bike. Soltei um Sarcasmo nível 8 (numa escala de 0 – 10), acho que funcionou muito bem porque ele não falou mais nada!

Sarcasmo nível 8:
-Arruma a sua mala lá na rua! Esta fazendo barulho e vai acordar os hospedes!
-Vamos discutir sobre a cor da ardósia reforma, assim abafa o som da arrumação e não incomoda ninguém! =D

Foi bem dificil de pedalar. Estava sem força alguma. Empurrei a bike até e algumas retas! kkkkk 

Paei para pedir informação para um tiozinho. Ele me disse que no local onde e ia passar tinha uns tal de boi zebu que atacam quem passar perto! Fiquei com muito medo de todas as vacas e bois que encontrei pelo caminho(que não foram poucas) porque eu não teria força pra sair correndo de um ataque. 

 Andei numa estardinha que passa na lateral de uma serra. Sempre que via uma estradinha dessas ao viajar pela rodovia, tinha vontade de pedalar por uma delas mas agora descobri como é horrivel! Estava cheio de mato, de porteiras e de vacas!

Outra vez eu me perdi! Um sr. que eu pedi informação me “escoltou” por um bom trecho cheio de bifurcações! Ainda bem!


Olha a cordinha da câmera!!!!

Chguei em Passa Quatro por volta das 17:30 e fui procurar um local para dormir. Descobri que naquela noite iria ter o show do Leonardo(cantor de música sertaneja com voz de choro). Não tinha nenhum quarto vago em toda cidade! Já estava cogitando a possibilidade de dormir num banco de praça(seu guarda eu não sou vagabundo, eu não sou delinqüente…). Ao pedir informação, me disseram de uma pousada afastada da cidade que poderia ter quarto. Ficava a mais ou menos 6km do centro. Pedalei por uma estrada de terra(no escuro) já observando possiveis locais para dormir no selvagem. Eu imaginava uma pousada bem simples, mas era um hotel fazenda bem luxuosa. Eles também não tinham quarto. Acho que ficou claro para eles que eu dormiria na rua se não ficasse por lá, então eles decidiram me alugar uma casa a uma preço que coubesse no meu orçamento.

Era uma casinha bem bacana que corre um rio na frente. O engraçado que o riozinho faz o mesmo barulho do meu quarto na casa de meus pais. Tem uma cascata artificial do vizinho de frente a janela. Faz barulho de água o tempo todo! Foi meio nostálgico! Achei engraçado estar ao lado de um riozinho natural e sentir saudade de uma cascata artificial.

A pousada deveria se chamar Pousada Bacana


Casinha!

A janta foi sensacional. Tinha uma lasanha que usa cachaça no molho! Muito bom! Aco que foi minha melhor janta desde o inicio da viagem. 

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Dia 13 – Carrancas ==> Caxambu

23 jul

Acordei as 5:00. Na verdade eu não consegui dormir direito por causa da maldito auto falante da matriz de Carrancas, que toca a gravação de sino de hora em hora!

No caminho para Cruzilia, existe a Fazenda Traituba, que tem uma história bem idiota!

A fazenda foi o local onde um dos mais famosos “playboys” brasileiros, Dom Pedro I, vinha para caçar veados. Ele fugia da corte para se hospedar como um plebeu na região. Achei bem simpático da parte dele. =D

O dono da fazenda, para fazer uma “preza”, mandou construir uma (desculpe o palavreado) puta duma casa de campo para recepcionar, não só sua majestade, mas toda a corte! A obra durou cerca de 10 anos para a casa ser concluida (terminada em 1831) e decidiram que só iam abrir a casa quando o playboy viesse. Como o Brasil naquele época estava uma zona, o maldito fez a desfeita de nunca nem olhar a casa! Assim, a familia proprietaria da fazenda decidiu que só ia abrir a casa no casamento da primeira filha que nascesse. A filha nunca nasceu e a casa ficou fechada por mais de 100 anos! Só foram abrir quando um carinha, que faz parte da ex-familia imperial brasileira, visitou a fazenda, isso em 1988. Durante alguns anos ela serviu de hotel, porém foi desativada e hoje mantêm a tradição de ser um lugar inútil.

A casinha inútil tem 35 cômodos.

O quarto que fizeram para Dom Pedro I. Achei interessante a cama no fundo. Revestida de couro, serve para o pião se deitar ainda sujo depois da caçada!

Saindo da fazenda, eu fiz uma burrice imensa! Confiei no meu senso de direção! Resultado: fiquei rodando por quase 2 horas perdido! Fiquei me xingando de burro a uma frequencia de mais ou menos 10Hz! Estava quase sem água, o sol estava fritando minha cabeça(era mais ou menos 12:00) e cheio de subidas! O pedal até Cruzilia foi uma experiência muito agradável!

Em Cruzilia eu encontrei com outros dois ciclistas que também vão para Paraty. Eu nunca tinha visto cicloturista tão bem equipados! kkkkkkk… Acho que só o farol de um deles custa o equivalente ao meu Jumento(não foi uma hiperbole!).

Segui para Caxambu.  É uma cidade famosa pelas suas minas de água naturalmente gaseificadas(e horriveis). Vim pra cá algumas vezes com meus pais. Estou numa lan que fica ao lado do cinema que eu assisti o “Exterminador do futuro 3” anos atrás e que hoje esta passando Crepusculo! =O

Acho que com mais 3 dias eu chego em Paraty!

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